Assembleia de SP aprova proibição de animais em testes para cosméticos

Boa noite pessoal!

Já pensaram que os testes em animais, na área de cosméticos, higiene pessoal, perfumes podem ser abolidos? Então, foi exatamente isso que aconteceu. O caminho é longo e se já está proibido o uso de animais nesses tipos de testes, já é um bom começo! Eu realmente já fiquei muito feliz com esse início e acredito que um dia a humanidade encontrará outros meios para que seja abolida de vez a utilização de animais em quaisquer segmento!

Acompanhe a reportagem que eu retirei de um site e entendam como funciona o novo projeto:

Projeto de lei que proíbe a utilização de animais para desenvolvimento, experimentos e testes de produtos cosméticos, higiene pessoal, perfumes e seus componentes no Estado de São Paulo foi aprovado pelos deputados paulistas nesta quarta-feira (11). A matéria depende agora da sanção do governador Geraldo Alckmin, que tem 15 dias úteis para dar seu parecer.

ratoFonte Foto: Progeria no Mundo

“Estive hoje com o governador em Viracopos, comuniquei a ele que o projeto foi aprovado. Agora, ele vai ler, fazer sua análise, mas não acredito que haja veto. É um anseio da sociedade, no caso do Instituo Royal isto ficou claro”, afirma o deputado Feliciano Filho (PEN), autor do projeto 777/2013.

Segundo Filho, seu projeto segue a tendência mundial de proibir o uso de animais em testes de cosméticos. “A União Europeia proíbe desde 2009 e lá o marketing é grande. Nas maiores feiras de cosméticos, os produtos que não são testados em animais são destaque”. Ele cita ainda Israel e Índia como países que proibiram os testes.

Vale lembrar que o projeto vale apenas para cosméticos e que nenhum país do mundo proíbe o teste com animais para pesquisas de remédios. 

A utilização de animais em testes (vivissecção) é hoje tema bastante evidente após o episódio que culminou no fechamento do Instituto Royal, em São Roque, com o resgate de cães da raça beagle de suas dependências. Feliciano Filho é presidente da comissão antivivisseccionista da Assembleia e integrou a comissão que obteve na Justiça a interdição do instituto.

A Assembleia discutiu o assunto, em 29 de outubro, em uma audiência pública, quando os participantes elencaram diversos métodos substitutivos para a vivissecção, enquanto alguns pesquisadores apontam dificuldades na substituição do uso de animais.

Uma delas é que no Brasil é proibido o comércio de tecidos humanos, que serviriam de cultura para os testes. Outro ponto seria o tempo em que métodos alternativos ficam na alfândega, quando importados. A pele artificial, muito usada para teste de cosméticos, tem uma vida útil de sete dias e pode estragar antes de chegar ao comprador. 

Para o deputado, estes problemas seriam solucionáveis já que existe uma gama de empresas de cosméticos que já não fazem testes em animais. “[Se aprovado o projeto], a empresa que ainda estiver utilizando [animais em testes para cosméticos] vai ter que procurar métodos alternativos”.

pesquisa_animaisFonte Foto: Peta; Animal Liberation Front; Cruelty Free International; Concea (Conselho Nacional de Controle da Experimentação Animal)

 

Fonte: Notícias Uol